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Bate-papo sobre fotografia de casamento com Fernanda Scuracchio

Com 17 anos de carreira, Fernanda ScuracchioFornecedoresFERNANDA SCURACCHIOFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais começou a fotografar ainda na era analógica, no qual o exercício de pensar no melhor momento para não errar tecnicamente era fundamental. E esse olhar super treinado é o que a torna uma das fotógrafa mais requisitadas de São Paulo. Hoje, com uma equipe exclusiva e equipamentos de última geração, Fernanda desbrava o Brasil e inúmeros destination weddings com suas lentes. Para saber mais do seu trabalho, os momentos mais importantes e que não pode faltar no álbum de fotos batemos um longo papo com Fernanda. Dá uma olhada nas dicas que ela deu:

– Como tudo começou? Me conte um pouquinho da sua formação e background.

Conclui a faculdade de Publicidade em 1999, e na época, fotografia era uma das disciplinas. Foi quando descobri a minha paixão. Estudei, fiz cursos (me formei em fotografia no Senac de Ribeirão Preto), e comecei a investir em equipamentos.

– O que te inspirou a fazer fotos de casamentos e seguir neste mercado?

Há 17 anos, mais ou menos, uma amiga estava precisando de uma ajuda e me chamou para fotografar um casamento com ela. Expliquei que não tinha a menor experiência, mas fui. Ela acabou gostando muito do resultado, e eu me encantei com a experiência, achei emocionante registrar a felicidade das pessoas.

– O que você acha que mudou ao longo dos anos na fotografia de casamento?

Muita coisa mudou, principalmente os equipamentos. Sou da geração do analógico, em que fotografávamos com filme 35mm, e não víamos o resultado na hora. Dessa forma, o exercício de pensar no melhor momento para não errar tecnicamente, era bem grande; sem contar a etapa revelação, que era feita no laboratório. Com a era digital, as câmeras analógicas foram perdendo mercado para as câmeras digitais, pela facilidade que o fotógrafo passou a ter em manipular ou tratar as suas próprias imagens. Essa mudança também abriu portas para novos profissionais da fotografia de casamento, gerando mais opções para os noivos, e também maior concorrência para os fotógrafos que já atuavam no mercado. Consequentemente, os profissionais começarem a sentir a necessidade de se reciclar e oferecer um trabalho diferenciado.

– Como você define seu estilo de fotografia?

Atemporal. Procuro fazer um registro bem completo do casamento, misturando fotos tradicionais, com aquelas mais conceituais e espontâneas.

– Quais serviços você oferece aos noivos? Algo em que você considera ser um destaque ou exclusivo seu?

Em relação à cobertura fotográfica em si, além do registro completo do casamento (que se inicia no making of dos noivos), o casal pode optar em fazer algum ensaio conosco. Eu, particularmente, prefiro os ensaios realizados antes do casamento (pré-wedding). Acredito que os álbuns que desenvolvo diretamente com cada cliente, de forma personalizada, são um destaque. Cada casal tem um álbum com a identidade deles, não só em relação às fotos, mas também no acabamento, que é desenvolvido exclusivamente para eles e no materiais que eles mais gostam e que combine com seu estilo e até decoração da casa.

– De que maneira você entrega as fotos para o casal? Tem um prazo máximo?

Recentemente mudei a forma de entregar o material, pois percebi a necessidade que os noivos tinham de ter os arquivos digitais em mãos. Então hoje, até quatro meses após o casamento, entrego em pen-drive as fotos em alta resolução, já editadas (selecionadas as melhores fotos de cada fotógrafo da equipe), tratadas e retocadas (não manipuladas). O casal ainda tem a opção de solicitar as fotos em provas impressas e também receber uma sugestão minha das melhores imagens, para ajudar na escolha das fotos para o álbum.

– Quanto tempo de antecedência acha interessante os noivos te procurarem?

Com pelo menos com 1 ano de antecedência, para garantir nossa disponibilidade, mas quanto antes, melhor.

– Você hoje figura como um dos nomes mais requisitados entre os casamentos poderosos da cidade. Olhando para trás, como você avalia esse crescimento e status?

Vejo isso, como o resultado de muito trabalho e muitas noites viradas rs! E claro, bastante dedicação e amor ao que faço. Sempre fui muito interessada também, então estou em constante aprimoramento. Paralelamente, posso dizer que conto com uma super equipe de fotógrafos, a maioria está comigo há anos, e a sintonia é fundamental para que seja feito um bom trabalho. Acredito que a união disso tudo, gerou a satisfação dos meus noivos, sempre me dando frutos, novos casamentos, e assim foi indo.

– A gente vê muita emoção no seu trabalho. Quais suas cenas favoritas e que não podem deixar de serem registradas?

Sim, registrar a emoção é um dos objetivos. Costumo brincar com os fotógrafos da minha equipe que eles têm que prever o que vai acontecer para estarem preparados para o click. Sempre me emociono com a entrada da noiva, e a “entrega” dela para o noivo, principalmente quando é feita pelo próprio pai. Esse é um dos momentos que considero mais bonitos. Agora, quanto as cenas que não podem deixar de ser registradas… Nenhuma rs!

– Você tem feito muitos destination weddings. O que muda nestes casos em questão de equipe/equipamento/viagem?

Quanto aos equipamentos não costuma mudar. Geralmente tentamos otimizar o orçamento do casal, já que além do serviço, eles terão gastos extras com hospedagem, passagens, etc. Mas sempre com o cuidado de manter a qualidade do trabalho. A diferença para nós, é que nos casamentos realizados fora de onde os noivos residem, costumamos trabalhar mais, pois para aproveitar melhor o local, os casais costumam realizar outros eventos em torno do casamento (welcome drink, luau, brunch, etc.). Sendo assim, fazemos mais cliques e levamos mais tempo para editar e tratar as imagens.

– Ainda pensando no destination wedding, qual é a melhor maneira de aproveitar o destino nas fotografias?

Quando é possível, gosto de chegar com dois dias de antecedência, fazer o reconhecimento do local, e principalmente um estudo da luz. Acho importante pesquisar bastante sobre o lugar antes e gosto de trocar ideias com os noivos sobre o que acho que ficará legal. Fora isso, aproveitar todo o cenário para fazer diferentes ensaios e cliques torna o álbum ainda mais especial e completo.

– Aliás, quem trabalha contigo? Você tem equipe fixa? Você está sempre presente nos casamentos ou há ocasiões que só sua equipe vai?

Eu sempre estou presente. Tenho uma equipe que só trabalha comigo. São quatro fotógrafos fixos: três fotógrafas e um fotógrafo, mais um assistente. Na minha concepção, o registro completo só pode ser feito com uma equipe afinada, e cada um deles tem sua responsabilidade na cobertura do casamento.

– O que você acha dos convidados que fazem fotos com o celular durante o casamento? Isso atrapalha o trabalho do fotógrafo profissional?

O celular faz parte da modernidade, é uma realidade. Não tenho nada contra, mas no momento da entrada da noiva, a maioria das pessoas quer ter o momento registrado, e devo confessar que nessa hora, os celulares atrapalham bastante.

– A gente sabe que o dia casamento é corrido e atrasos acontecem, mas se você pudesse elencar os momentos que os noivos não podem deixar de separar alguns minutos para as fotos, quais seriam?

  • Making of dos noivos: esse momento serve como aproximação entre o fotógrafo e o casal. Com a noiva é possível conversar sobre os acontecimentos do grande dia enquanto o registro é feito. Já o making of do noivo, apesar de não ter tanto assunto a ser registrado, normalmente é mais descontraído e rende ótimas fotos para o álbum.
  • Entre a cerimônia e a festa: em torno de 30 minutos fazemos o registro das fotos protocolares, com pais e padrinhos. Depois peço uns 10 / 15 minutos com os noivos. Ter esse momento vale muito a pena, pois são essas fotos que futuramente serão dadas de presente, irão para porta-retratos, e geralmente são as mais lindas.

– Quais as vantagens e desvantagens, se é que existem, de fotografar um casamento de dia e de noite?

Acredito que não haja exatamente desvantagem em nenhum dos casos. Durante o dia temos a luz, que é fundamental para uma boa fotografia, mas a noite, eu gosto de poder brincar com a iluminação do lugar; as fotos podem ficar mais criativas sabendo trabalhar o momento tecnicamente.

– Você acha que fazer um ensaio de noivos antes ajuda a deixar os noivos mais relaxados e em sintonia diante das câmeras?

Seria bom, até para nos conhecermos melhor, mas não acho indispensável. Acredito que o ensaio é válido para os noivos que gostem bastante de foto, e para os que se sentem à vontade em fazê-lo.

– Por fim, se você pudesse dar 3 dicas para as noivas na hora de fechar a empresa de fotografia do casamento, quais seriam?

  • Escolher o profissional, não só pelas fotos, mas também pela EMPATIA. É importante conhecer e gostar do fotógrafo, pois ele fica muito próximo aos noivos durante todo o casamento.
  • Ter ao menos duas referências de pessoas que fizeram as fotos com o profissional.
  • Estar seguro e confiar no fotógrafo escolhido. É muito importante que os noivos consigam curtir o casamento e as fotos fluam naturalmente.

(Fotos: Fernanda ScuracchioFornecedoresFERNANDA SCURACCHIOFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais)

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