Babies & Kids Casa & Decor 15 anos
Topo

Navegue como ou

Como a genética influencia na dieta?

case-saudavel-1

destaque

Sabe aquela dieta que sua amiga fez antes de casar que a deixou maravilhosa e com o corpo dos sonhos, mas que não adiantou em nada para você? Pois é! Isso pode mesmo acontecer. Pesquisas recentes têm mostrado que alterações no funcionamento de alguns genes podem fazer com que determinadas células tenham mais facilidade de armazenar gordura.

Existem mais de 50 genes relacionados à obesidade, mas o mais estudado atualmente é o Fat Mass and Obesity Associated, ou FTO, que está associado à massa de gordura e à obesidade. O FTO é responsável pelo funcionamento de outros genes que controlam a ingestão alimentar e a forma como metabolizamos os nutrientes.

Cientistas descobriram que pessoas que possuem variações neste gene podem apresentar até 257% mais chances de desenvolver obesidade, uma vez que as células de gordura tendem a aumentar de tamanho com mais facilidade e possuem menor capacidade de gastar energia.

Mas calma! Isso não quer dizer que todas as pessoas que tenham essa alteração vão desenvolver obesidade, no entanto, indica uma predisposição ao problema. Portanto, se você, futura noiva, acha que pode estar com esse problema, não há motivos para pânico. O primeiro passo é consultar um nutricionista. Depois, se o diagnóstico for confirmado, será preciso se cuidar mais, se atentar à alimentação e praticar exercícios físicos regularmente para evitar a aparição da doença.

Existem alguns testes genéticos que conseguem verificar essa alteração, no entanto, ainda são muito caros. Para o tratamento da obesidade o teste não é imprescindível, pois o FTO não é o único gene envolvido com a doença. Ainda assim, há meios de se prevenir e eles são bem mais baratos e fáceis de providenciar – uma alimentação balanceada e atividade física.

Até a próxima,

Karina

Drª Karina Al Assal é nutricionista graduada pelo Centro Universitário São Camilo, especialista em nutrição clínica pelo Hospital Sírio Libanês, especialista em nutrição clínica funcional pelo Instituto Valéria Paschoal e mestranda em nutrição e cirurgia metabólica do aparelho digestivo pela Faculdade de Medicina de São Paulo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *