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Diário de noiva: a lua de mel

Os posts da Teresa Perez Tour aqui no blog com dicas de Tokyo e de Kyoto me deixaram com uma saudaaade de lá!! Muitas pessoas me disseram que ficaram com vontade de conhecer o Japão por causa das fotos que postei no meu Instagram (@constancezahn) e como sempre tem alguém que me pede dicas de lá, resolvi complementar o post da Teresa Perez Tour, contando um pouquinho sobre a(s) minha(s) lua(s) de mel.

Desde o começo do nosso namoro, dizíamos que a nossa lua de mel seria no Japão. Quando contávamos isso, sempre nos olhavam espantados “lua de mel no Japão?!?“. Sim, no Japão! Somos viciados em comida japonesa (meu marido ainda mais que eu), temos muito interesse pela cultura, sempre fui encantada com as paisagens, a moda é incrível… motivos não faltavam! Fora que como o Japão é bem longe, precisaríamos de bastante tempo para a viagem. A lua de mel seria a ocasião perfeita! E como eu sonhava em ver a sakura (a espetacular florada das cerejeiras), teríamos que ir em abril.

Acontece que os planos do casamento foram mudando, chegaram à Italia e seria impossível fazer o casamento ao ar livre, como queríamos, em abril! No fim das contas, tivemos que nos casar em junho. Solução: fazer uma mini (quer dizer, micro) lua de mel na Itália mesmo, logo em seguida ao casamento (tínhamos um casamento em Portugal no fim de semana seguinte), e adiar a lua de mel verdadeira para o Japão para a primavera (do ano) seguinte.

MINI LUA DE MEL ITALIANA

Tínhamos apenas 4 dias e, seguindo a sugestão do irmão do noivo, fomos para Taormina, na Sicília. Tudo o que queríamos era descansar, sem programação intensa (de intenso, bastaram os preparativos do casamento!rs), sem obrigações… Para a nossa surpresa, amigos queridíssimos também estavam indo para lá depois do casamento! Eu adorei a coincidência!! Nos encontramos algumas vezes e foi uma delícia relembrar com eles as cenas engraçadas (que não foram poucas) do casamento!! Foi muito divertido!!

Não tenho muito para contar porque foram poucos dias… e bem tranqüilos! Conhecemos a cidade, o teatro grego (onde hoje fazem sessões de filme e shows – deve ser incrível!), fomos à praia, fizemos passeio de barco e fizemos o tour de Cinquecento vintage pelas locações onde filmaram cenas de O Poderoso Chefão (um passeio divertidinho para quem é fã dos filmes). Comemos muito bem, claro, mas não me lembro de nenhum restaurante específico para indicar… sou péssima para guardar nomes de restaurantes…

Com certeza a Teresa Perez ainda fará um post bacanérrimo com dicas da Sicília – até porque a região tem outras cidades belíssimas!

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LUA DE MEL NO JAPÃO

Para nós, esta era a lua de mel que contava! Fomos em abril do ano passado. E o “delay” de alguns meses não atrapalhou em nada! A viagem foi perfeita do começo ao fim!

Fizemos uma escala em Abu Dhabi, onde dormimos 2 noites (para conhecer Abu Dhabi e Dubai) e seguimos rumo ao Japão, onde passamos 20 dias. Fomos para Tokyo, Osaka, Kyoto, Nara, Hiroshima e Miyajima. Seria possível fazer mais cidades? Sem dúvida! Adoraria ter incluído Naoshima, Nikko e Hakone no roteiro, mas queríamos conhecer um pouquinho melhor Tokyo e Kyoto.

Foi uma viagem bem “turistona”, no sentido de que visitamos quase todos os pontos turísticos obrigatórios (templos, parques, museus). E claro, fizemos um tour gastronômico também. Cada cidade tem seus pratos típicos e variações da culinária japonesa e queríamos conhecer tudo! Vou dividir algumas fotos e dicas de cada lugar:

Tokyo

Quando se fala de Tokyo, acho que a primeira imagem que vem à cabeça das pessoas é o cruzamento superlotado de Shibuya, com seus luminosos ao fundo. Mas apesar de ser bem populosa, eu diria que a sensação que se tem na maior parte do tempo é a de uma cidade muito tranqüila, uma metrópole ‘zen’. Existe uma cultura muito forte de não incomodar o próximo e, de modo geral, a cidade é silenciosa. Não me pergunte como, mas os carros não fazem barulho e até a construção civil desenvolveu tecnologia que reduz o ruído. Além disso, não precisa nem dizer que talvez seja um dos poucos lugares que restaram no mundo onde a gente pode sair com a bolsa aberta, com a carteira pulando pra fora, que ninguém vai olhar, encostar e muito menos pegar.

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1. e 3. A vista do Tokyo City View, no Roppongi Hills. No mesmo prédio, fica o Mori Museum 2. A escultura de aranha de 10m de altura da Louise Bourgeois, na Roku Roku Plaza, na entrada do Roppongi Hills, que é um complexo de lojas, restaurantes e hotel 4. Casamento tradicional japonês no templo Meiji Jingu, no parque Yoyogi 5. O templo Sensoji, no bairro de Asakusa, é um dos pontos mais turísticos. Bem cheio, repleto de lojinhas de souvenirs pelo caminho, e com um belo jardim japonês 6. Taiyaki é um peixinho de massa (tipo waffle) recheada de doce de feijão – mas lá em Asakusa tem com recheio de chocolate, que é delicioso (pra quem gosta de doce não muito doce, como eu) 7. Com vários prêmio e duas estrelas Michelin, Narisawa é um must-go. O chef mistura (com precisão cirúrgica) as técnicas clássicas da culinária francesa com os ingredientes japoneses. É uma experiência incrível, nem dá para explicar muito bem… mas vá com fome, porque o menu degustação é longo 8. O jardim de azaléias do parque do Palácio Imperial 9. 10. e 11. O Nezu Museum é um museu pequeno, mas que vale a pena ser visitado. Renovado pelo arquiteto Kengo Kuma, tem um jardim lindo com casa de chá. Parece que você não está em Tokyo 12. e 13. Shinjuku Gyoen é um parque maravilhoso e um dos principais pontos de hanami (contemplação da florada da cerejeira). Eles tem um roteiro do parque, indicando onde se encontra cada tipo de cerejeira (são mais de 12 variedades). Ao lado do parque e pertinho da estação de Shinjuku, ficam as mega-lojas do bairro. A Isetan Shinjuku foi renovada e é considerada uma das lojas de departamentos mais trendy de Tokyo 14. O Ueno Park também trai um grande público na época da sakura! Mas além disso, o parque tem outros atrativos: parque de diversões, zoológico, jardim de peônias gigantes (as da foto acima), templos e museus… 15. Os museus do Ueno Park são: Tokyo National Museum (vale muio a visita!), National Science Museum, Tokyo Metropolitan Art Museum, National Museum of Western Art e Shitamachi Museum  16. e 17. A loja da SunnyHills foi projetada por Kengo Kuma e mesmo que você não goste de bolinho de abacaxi (a degustação do bolinho + chá é grátis), a arquitetura é motivo suficiente para a visita 18. Com lojas pela Europa e EUA, não dá para deixar de visitar a Muji em sua terra natal! Essa é a Muji Yurakushu, a flagship store da marca, pertinho de Ginza (= o bairro com vááárias lojas internacionais e department stores, onde também tem a flagship store de outra japonesa famosa, a Uniqlo) 19. Omotesando é a avenida conhecida como a Champs-Elysée de Tokyo. Tem grandes lojas (Apple Store, Ralph Lauren, Chanel, Dior, etc etc), é bem bonita, mas acho que o mais legal é passear pelas travessas e ruas paralelas à ela, de ambos os lados. Um passeio que reserva muitas boas surpresas entre lojas descoladas, brechós, cabeleireiros… o Omotesando Koffee (na foto acima) é uma delas! Não dá para acreditar que a casinha bem ao estilo japonês tem um café dentro… 20. Tsukiji Market, o mercado de peixes, é super interessante! Não é verdade que precisa acordar de madrugada para ir… dá pra ir tranquilamente às 7h da manhã. E depois, pode-se comer nos pequenos restaurentes de lá.  21. O Tsukiji Market também tem várias bancas de cerâmica, perto da área de sushi  22. Eu acho muito engraçadas as vitrines dos restaurantes com os pratos do menu em versão fake. Com os sorvetes, fazem o mesmo. E aí dá para ver a carinha de todos os sabores “exóticos” que eles oferecem  23. As meninas e os meninos “fantasiados” que circulam em frente à Harajuku Station aos fins de semana se tornaram quase sinônimo da irreverência e da criatividade da moda japonesa. As produções são divertidas, mas acho que hoje em dia são mais raras… vi pouquíssimas Harajuku girls por lá. :(

Kyoto

Kyoto é a “essência” do Japão tradicional, com muitas casas de madeira, os jardins japoneses, as gueixas (nem todas são exagamente gueixas, mas enfim)… Foi capital de 794 até 1868 e um amigo japonês nos contou que o pessoal de Kyoto tem um certo preconceito com o pessoal de Tokyo, porque é uma cidade “nova” (só foi fundada em 1457…!), quer dizer, Tokyo “não tem tradição”!rs Enfim, o que posso dizer é que ir ao Japão sem visitar Kyoto é como se não tivesse conhecido o Japão! 

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1. O Castelo Nijo era a antiga residência do shogun, é demais!! 2. e 3. O jardim do Pavilhão de Prata é tipicamente japonês, com muito musgo, laguinho e um jardim de areia (em tamanho real). 4. O Pavilhão de Ouro, uma das coisas mais linda que já vi na vida! 5. e 6. Higashiyama é o distrito antigo preservado, que fica entre o templo Kiyomizudera (um dos principais de Kyoto) e o santuário Yasaka. Com ruas estreitas e casinhas de madeira, tem inúmeras lojinhas com artesanato local, cafés, restaurantes, etc 7. Miyako Odori é o tradicional Spring Dance Festival, em que geikos (=geishas, no dialeto de Kyoto) e maikos (=aprendizes de geikos) fazem uma apresentação maravilhosa no teatro Kaburenjo. É possível comprar um ticket que dá direito a assistir a uma cerimônia de chá (em grupo) conduzida pelas geikos 8. As gueixas  podem ser vistas no final da tarde pelas ruas de Gion, mas durante todo o dia encontra-se mulheres vestidas de kimono passeando pela cidade, como essa lindinha da foto  9. Morria de vontade de ver ao vivo a tão famosa floresta de bambu de Arashiyama! É bom ir cedo, porque fica bem cheio. 10. Menus em japonês, only – uma constante nos restaurantes. Em muitos restaurantes, dizem que não falam japonês, mas sempre falam e entendem o básico, sim. 11. Em Kyoto, foi a primeira vez que fomos a um restaurante de tatame no Japão (não que não tenha em Tokyo, mas nós não havíamos ido a um até então), onde se tira o sapato. Lembro que uma das dicas que li, antes de ir para o Japão, foi: não leve meias furadas. Não corri esse risco porque não guardo meias furadas, mas não custa passar a dica adiante…!rs 12. Detalhe da bandejinha de copinhos de sake. Cheguei a falar sobre isso no Casa & Decor.

Osaka

Dizem que quem conhece Tokyo não precisa ir para Osaka. Nós fomos porque tínhamos um compromisso na Panasonic, cuja sede fica em Osaka. É uma cidade grande, bem urbana, tipo Tokyo, mas as pessoas são mais abertas. Pegamos o trem-bala para ir para lá, o que por si só já foi interessante. Fiquei um pouco decepcionada com o castelo da cidade, porque o interior é “fake” (foi reconstruído, mas só a fachada imita o original), vale mais pela vista que se tem do topo… Não deu tempo de ver muito, mas gostei de ter conhecido.

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Nara

Nara foi a primeira capital do Japão, entre 710 – 784. Foi naquele período que muitos de seus templos foram construídos. Quando a gente entra no Parque de Nara, logo vê um monte de veadinhos andando soltos. Muito fofos! Nos quiosques, vendem o biscoito de dar para os veados. Como eles já estão descolados, farejam à distância quem tem o biscoito. Eu tinha lido que era para tomar cuidado, porque eles podem morder na tentativa de pegar o biscoito no seu bolso. O Tiago (assim como vários outros turistas) estava dando biscoitos tranquilamente para eles… eu, apesar de não levar muito jeito com animais não-domesticados, resolvi tentar também porque não resisti àquelas carinhas fofas! Não demorou muito para eu ser totalmente cercada por vários. Fiquei em pânico, paralisada – enquanto meu marido ria ao invés de afastá-los! Aí resolvi parar de brincar de simba safari e segui para os templos! O Todai-ji (na foto abaixo, à dir) é o principal templo, onde se encontra o Grande Buda. Na foto abaixo, à esq, são as lanternas de pedras do caminho para o templo Kasuga-taisha, que é imperdível. O templo Horyuji é a estrutura de madeira mais antiga do mundo. Tem também o Heijo Palace, que foi o Palácio Imperial do Japão quando Nara era a capital. E tem muitos outros templos e santuários.

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Hiroshima

Muita gente diz que sente uma “energia” diferente na cidade. Talvez eu não seja tão sensível… não senti… o que não me impediu de ficar bastante impressionada e emocionada. O que me deixou muito impressionada foi ver uma cidade totalmente reconstruída, com árvores gigantes no parque… se não fosse pela A-Bomb Dome (da primeira foto à esq.), não daria para dizer que um dia uma bomba atômica devastou Hiroshima, porque, de resto, é uma cidade tão bem cuidada como qualquer outra do Japão. E aí eu lembro que a prefeitura de São Paulo é incapaz de manter uma rua sem buracos (pra não citar todos os outros problemas muito mais complexos)… enfim… Como foi um bate-volta, fizemos apenas a vista ao Parque Memorial da Paz de Hiroshima. E no Museu Memorial da Paz de Hiroshima foi impossível não ficar com o estômago embrulhado, o coração apertado e os olhos cheios de lágrimas!

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Miyajima

Ir para Miyajima é entrar em um dos cartões postais do Japão. O Satuário de Itsukushima, fincado na água, é uma das imagens mais divulgadas do país e foi considerado Patrimônio Mundial pela Unesco. Perto do santuário, tem várias barraquinhas de ostras. Eu não gosto e nem me arriscaria a provar dali, mas meu marido disse que estavam incríveis. Uma das coisas que mais me impressionou lá foi a quantidade de crianças, algumas até de colo, com os turistas japoneses! Mãe japonesa não faz cerimônia, coloca o bebê no canguru e sai turistando! Se a criança já souber andar, então, dá a mão e vai no passo rápido!

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BIS DA LUA DE MEL NO JAPÃO

Enquanto não temos filhos, considero que somos eternos honeymooners…!rs E como ficamos com gostinho de quero mais (brega falar isso, né?rs), decidimos fazer um “bis da lua de mel” pra conhecer melhor Tokyo e porque eu queria muito ter ido para Shirakawa-go da outra vez e não conseguimos. Então essa viagem foi um “complemento” da outra!rs No fim do ano passado, voltamos para lá e ficamos um mês. Desta vez, fomos via Zürich, com a Swiss, o que foi uma grata surpresa! Como não queríamos perder nem um minuto de Japão, não dormimos em Zürich, fizemos a escala de pouco mais de 2 horas e seguimos direto para Tokyo. Na volta, como eu contei no meu Instagram, demos uma voltinha por Zürich (já que é super perto do aeroporto) e jantamos por lá (pra matar a saudade do spätzli!), antes de embarcar de volta para o Brasil. Desta vez, sim, fiquei com peninha de não ter ficado mais uns dias na Suíça! Teria sido uma delícia!!

Tokyo – parte 2

Passamos a maior parte da viagem em Tokyo, explorando tuuudo naquela cidade incrível! O sistema de metrô é maravilhoso, mas descobrimos que andar de bicicleta pela cidade é ainda melhor! Tokyo é quase toda plana, então dá para fazer muita coisa de bicicleta! O que é maravilhoso porque aí você já emagrece o que vai ganhando! hahaha Difícil listar tudo o que conhecemos… Dessa vez visitamos pouquíssimos templos, fomos a alguns museus que não havíamos ido antes (The National Ar Center, Tokyo foi um deles), a galerias de arte, à loja de videogames vintage (Big Potato), ao espaço de boliche + ping pong + fliperama 24h, às lojas de jovens estilistas japoneses, a bares de jazz, a botecos, a restaurantes tradicionais, entre muitas outras coisas…. andamos muito, passamos por todos os bairros da cidade, fizemos um day trip para Hakone… Valeu cada segundo! Foi incrível!

Kanazawa

Kanazawa é uma cidade do outro lado da ilha (principal), ou seja, na costa oeste. Não é super conhecida, mas tem seus atrativos por ser uma das poucas cidades que conseguiu preservar traços do Japão antigo. Além disso, a culinária local é diferente e bem conceituada, com algumas iguarias especiais do Mar do Japão.

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1. e 2. O antes e depois da neve no parque Kenroku-en – de beleza impressionante tanto na versão verde quanto na branca! O parque é um dos Três Grandes Jardins do Japão. 3. Nagamachi é o distrito dos samurais, onde estão as casas dos antigos samurais, com os murinhos beges. Vale a pena visitar a Nomura-ke, uma casa samurai restaurada. 4. Gostamos do restaurante Shinsen pela comida e também pela simpatia do proprietário. Super marketeiro e cuidadoso com os detalhes, ele tem uma coleção linda de cerâmica, feita sob medida para ele. Me apaixonei pelas garrafas da foto! 5. O castelo de Kanazawa. 6. A porcelana feita em Kanazawa (e região) chama-se Kutani (aqui tem um link que explica mais a respeito). Um passeio que gostei bastante foi a visita ao Kutani Kosengama, uma oficina onde podemos ver os artesãos trabalhando.

Shirakawa-go

Shirakawa-go é um vilarejo considerado Patrimonio Mundial da Humanidade. É muito gracinha, com suas casas antigas de madeira (e teto de palha de arroz), bem rural. É mais fácil ir de Takayama para lá do que de Kanazawa. E na época em que fomos, no fim do ano todos os trens/ônibus ficam lotados! Como não queríamos deixar de conhecer, fechamos um taxi no hotel que nos levou e nos acompanhou pelo passeio. No fim, ficou quase o mesmo preço e foi bem mais confortável. Lá, fizemos um tour pela cidadezinha, fomos ao museu que mostra como é o modo de viver por lá e a agricultura e, no caminho de volta, compramos uns souvenirs e comemos o melhor butaman (pork bun) da vida!

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Zürich

Só pra mostrar a delícia de poder fazer um passeio gostoso e tranqüilo por essa cidade tão charmosa, antes de embarcar de volta para o Brasil!

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FAQ DO JAPÃO (baseado em perguntas dos amigos)

Precisa de guia? Imagino que um guia possa enriquecer a viagem com mais informações… mas precisar não precisa. Nas duas vezes, fomos sem. Com inglês nipônico (como eles não falam o L, “Hotel” = “Hotero” , “Hills” = Hirus”, e gostam de colocar um ozinho no fim, “Cold” = “Côdo” e “Hot” = “Hôto”) + mímica + Google Translator dá pra se virar bem!rs Meu marido, que é alucinado por comida japonesa, sabe o nome de todos os peixes em japonês e, não posso negar, isso ajudou bastante nos restaurantes (até para nos servirem coisas melhores). Na primeira vez que fomos, tivemos a impressão de que ninguém no Japão falava inglês (o que nos surpreendeu bastante, visto que é um país desenvolvido). Na segunda, encontramos mais pessoas que falavam pelo menos um pouquinho de inglês. Mas é claro que existe situações em que você se encontra (completely) lost in translation e não deixa de ser divertido. E as pessoas são muito solícitas! É comum você estar com um mapa na mão e com cara de perdido e alguém vir te ajudar. A já clássica situação de alguém te acompanhar por quarteirões para indicar um caminho é real! No metrô, a mesma coisa.

O Japão é muito caro? Para quem mora em São Paulo, onde os preços são surreais, não deve haver lugar nesse mundo que seja chocantemente caro! E, assim como em todo lugar, você pode fazer programas mais caros e programas (ótimos) mais baratos.

Você comeu comida japonesa todos os dias? Não enjoou? Na primeira vez, sim, comemos comida japonesa todos os dias: almoço e jantar. Meu marido ainda se arriscou no café da manhã japonês, mas não abro mão do meu pãozinho, frutas, chocolate quente…!rs  Não dá para enjoar da culinária japonesa porque ela é muito variada – há muita coisa além do sushi/sashimi! E além dos restaurantes, os “botecos” japoneses (isakayas) são deliciosos! No Japão, são mais de 500 estabelecimentos indicados e/ou estrelados pelo Guia Michelin (incluindo os tais botecos!). Mas quem quiser provar culinária internacional made in Japan, como um bom italiano e um bom francês, também pode dar uma olhadinha na lista Michelin que vai achar opções estreladas.

O jet lag é complicado? Bastante. 12 horas de diferença não é pouca coisa! A minha dica para tentar se adaptar o quanto antes é: faça o possível para só dormir à noite. Às vezes, dá um mega sono à tarde, tente não ir para a cama antes das 20h (pelo menos). Pra gente, demorou mais de uma semana para nos acostumarmos… ainda assim o sono fica meio maluco. Eu acordava muito cedo (entre 4h e 5h), o que não é do meu costume. Na segunda vez, estávamos mais “descolados” e nos adaptamos mais rápido.

ALGUMAS DICAS:

– Para saber a programação de Tóquio (exposições, programas, etc), vale a pena entrar no Time Out Tokyo e também baixar o aplicativo de celular para caçar restaurantes próximos. Ajuda bastante!

– Internet móvel: curiosamente, no Japão, não se vende chip com internet para o celular (como em qualquer outro lugar do mundo). Lá, é preciso alugar um “modem wi-fi” (não sei como se chama). É bem chato, porque a bateria não dura o dia inteiro, é mais uma coisa para carregar e é mais caro do que seria um chip… É possível alugar no aeroporto ou no hotel.

Táxi: a maioria dos taxistas não entende inglês. Então, sempre que saíamos, o concierge entregava o endereço + mapa, tudo escrito em japonês, para o motorista. É bom se certificar de que ele entendeu o destino antes de sair, porque no meio do caminho você não vai conseguir tirar nenhuma dúvida dele! rs Ah, e cuidado com a porta do lado esquerdo do banco de trás – o motorista aperta um botãozinho para ela abrir para você entrar e sair. Por isso, quando for pegar o táxi na rua, mantenha uma certa distância.

Metrô de Tóquio: é super fácil de usar e, obviamente, a cidade tem uma malha metroviária incrível!

Depachika: todas (ou quase todas) as lojas de departamentos têm no subsolo um food department que é algo inexplicável! É um misto de balcões de rotisseria (japonesa), pâtisseries, padarias, furtaria – é lindo, é organizado, é variado, é incrível, é de outro mundo! Por mim, teria passado em uma todos os dias para almoçar (você compra e leva para o terraço para comer). E normalmente tem também um sushi bar, que costuma ser bem honesto.

Farmácias: pra mim, farmácia é um programa obrigatório em quase qualquer viagem, mas no Japão é ainda mais divertido!! É muito engraçado ver a comunicação visual dos remédios e no quesito beauté tem vários achadinhos bons, principalmente cílios postiços!

* Se você conseguiu chegar até aqui, PARABÉNS!! E MUITO OBRIGADA!!rs Acho que esse foi o post mais longo da história do site!rs E talvez o mais demorado de se fazer também!rs

**Se eu tiver dito alguma bobagem aqui (posso ter interpretado mal as informações que recebi durante a viagem), por favor, me corrijam! 

Anna Claudia Toledo Julio Avellar

Anna Claudia e Julio tiveram um casamento com clima campestre na serra carioca! A cerimônia e a festa aconteceram na casa do noivo, ambas orquestradas pela The Line Eventos.

Os dois se conheceram na empresa em que trabalhavam, porém pertenciam a áreas diferentes e não tinham nenhum contato. “Engraçado que eu achava ele um metido quando o conheci, para vocês verem como a vida é…depois de um tempo tudo mudou e acabei me apaixonando!“, conta Anna Claudia.

O pedido de casamento foi na Ermida N. Sra. do Livramento, construída na casa de Julio, em Itaipava. “A Ermida ainda estava em construção e, num dia inusitado, fomos só nós dois visitar a obra e ele me pediu em casamento!“, explica ela. O casamento não poderia ter sido em outro lugar!

Para a decoração, o desejo dos noivos era criar um ambiente rústico, com flores coloridas e cara de casa. Como o espaço da festa incluía a parte de dentro da casa e se estendia até o jardim, a ideia era fazer realmente uma continuação da casa para fora. Assim, o decorador Antonio Neves da Rocha utilizou as mesmas cores e móveis rústicos (by Commemorare) em todos os cantos, a fim de dar um ar ainda mais aconchegante ao local.

O vestido de noiva, assinado por Mariana Kuenerz, seguiu o estilo boho. O modelo sequinho de renda ganhou decote em V vindo de ombro a ombro, decote nas costas e foi complementado com uma mantilha de Bruxelas, presa a uma grinalda de flores naturais.

Entre os momentos mais emocionantes do casamento, a noiva destaca a leitura dos votos.”Quando lemos os nossos votos e quando ouvimos os votos do meu irmão e da minha prima, Carol, quase morri! Fiz um agradecimento especial a N. Sra. pela presença dela em nossas vidas e pela felicidade imensa que estávamos sentindo. Se Deus quiser, carregaremos essa felicidade para o resto da vida!

As fotos:

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Fotos: Ana Junqueira | Vídeo: Oui Filmes | Assessoria: The Line Eventos | Decoração: Antonio Neves da Rocha | Flores: Raimundo Basílio | Móveis: Commemorare | Toldos: Seriflex | Iluminação e som: DJ Mau | Buffet: Laura Pederneiras | Bolo: Myriam Aguiar | Doces: Barriga de Freira, Myriam Aguiar e Christianne Guinle | Brownies: Olenka Brownies | Bem-casados: Elvira Bona | Vestido de noiva e vestido da mãe da noiva: Mariana Kuenerz | Penteado e maquiagem: Olivia Quintanilha | Bouquet, lapela e flores naturais do cabelo: Ângela Silveira | Terno do noivo: Ricardo Almeida | Identidade Visual: Marcela Assis (MA ID Visual)