Casar fora do Brasil é o sonho de muitos noivos. Entre os atrativos principais estão a possibilidade de reunir pessoas queridas durante um fim de semana inteiro de comemorações e poder desfrutar de paisagens incríveis para a cerimônia. Mas nem tudo são flores… Os preparativos podem ser bem mais estressantes que o normal, levando em conta as diferenças culturais e a forma como os serviços são conduzidos lá fora, diferentemente daqui. Para esclarecer um pouco mais sobre o assunto, conversamos Jamila Santana e Karla Feth, da Jah! Eventos, que já realizaram casamentos em várias partes do mundo, incluindo México, França, Portugal, República Tcheca, entre outros. Abaixo, elas desvendam 5 mitos sobre destination wedding fora do Brasil.

1. É mais barato casar no exterior que dentro do Brasil – MITO!

O que faz muitas vezes os noivos acharem que é mais barato é o número de convidados. Em um destination wedding a lista costuma ser bem menor que de um casamento no Brasil. Então, naturalmente se comparado os custos, ele vai gastar menos do que gastaria em uma festa na sua cidade. Porém, é importantíssimo lembrar que estamos trabalhando com outra moeda local, e que dependendo do país escolhido, o câmbio se torna bem alto. Sem contar que lá fora, a hora extra é seguida à risca, diferente daqui, que somos mais flexíveis. Por lá, qualquer 10 minutos entram na conta – e na conta de todos os serviços contratados pelos noivos. Outro detalhe importante: quando se faz um destination wedding, deve-se contar, pelo menos, dois eventos – um welcome e o casamento em si. E, claro, é simpático oferecer algo no dia seguinte também.

(Foto: Ricardo Hara)

2. Os noivos podem tudo e os destinos estão prontos para realizar o sonho dos noivos – MITO!

Os noivos certamente podem tudo de acordo com o destino. Os timings, as regras e os costumes são outros, bem diferentes dos nossos – o que não é ruim, apenas diferente. Os salões, menores e com menos estrutura que os nossos, por exemplo, impossibilita as super produções com que estamos acostumados, com aéreos, palcos e painéis de led. Em relação ao jantar, hoje já encontramos bons lugares com serviço de buffet montado, mas ainda há uma grande maioria que só faz o serviço empratado – e com hora marcada. Apesar de tudo isso, adoramos fazer destination wedding, porque mesmo com muitas restrições e diferenças, a experiência, a viagem, a cultura local, que se bem usada a favor da festa, torna tudo muito mais especial. Difícil um destination wedding que não reserve boas e gostosas lembranças para noivos e convidados.

3. Os noivos precisam pagar tudo para os convidados – MITO!

Os noivos não precisam pagar por tudo, mas há, sim, algumas responsabilidades. O transfer dos convidados, ida e volta, é a principal. É indelicado você deixar os convidados com a responsabilidade de encontrar uma maneira de ir e voltar do seu casamento (e dos demais eventos que vocês forem oferecer). E um welcome drinks, por exemplo, também acho essencial! É uma forma educada de receber as pessoas que viajaram e estão tendo um custo com a viagem para prestigiar o casal. Mesmo se o orçamento for apertado, um drink no bar do hotel, por exemplo, já é alguma coisa.

Passagem e hospedagem, normalmente, são custos dos convidados – mas é bacana os noivos providenciarem uma agência para dar suporte aos convidados na organização da viagem.

E, por fim, que não tem custo, mas acho importante, principalmente em cidades pequenas e com pouco comércio, é os noivos selecionarem alguns serviços e os pré-reservarem para os convidados, como salão de beleza. O casal não precisa pagar, mas combinar com os profissionais que naqueles dias haverá o casamento e muitas convidadas precisarão de cabelo e maquiagem. Organizar uma programação cultural, com dicas, lugares e horários de funcionamento de atrações turísticas torna a viagem ainda mais personalizada.

Casamento organizado por Jah! Eventos em Praga (vídeo: Zani Filmes Bridal GuideZANI FILMESFilmagemSão Paulo, São Paulo (Capital)Portfólio):

4. Um assessor local é suficiente para organizar meu casamento – MITO!

O ideal é ter um assessor da mesma região da noiva e um assessor do destino. O primeiro é fundamental para negociar, encontrar a melhor maneira de unir as duas culturas, traduzir os desejos dos noivos e, principalmente, fazer uma festa que tenha alma brasileira. Já o segundo fica com a parte de tradução contratos, de indicar os profissionais com boa reputação (site e Instagram enganam muito!), acompanhar o trabalho de todos – montagem e desmontagem…

5. Dá para confiar nos profissionais do destino sempre – MITO!

Não, novamente por conta da questão cultural. A noiva brasileira é minuciosa e exigente, e dependendo de onde for o casamento, o que para nós é uma prioridade, para o destino pode ser uma frescura. Então, o ideal é termos sim alguns fornecedores brasileiros que são fundamentais, como um bom DJ. As festas brasileiras, as músicas que são hits aqui, as danças e momentos são muito diferentes. Certamente músicas típicas locais são bem-vindas, mas não podem ser a alma da pista de dança. Mas, claro, que tem muitos profissionais bons ao redor do mundo. E quanto menos precisarmos levar do Brasil, melhor em termos de custo, por exemplo.

Casamento em Portugal, organizado pela Jah! Eventos ( Foto: Lucas Lima )

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