Helena ♥ André: II

2 de julho de 2009

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Agora que todos foram devidamente apresentados, conto um pouco mais sobre a festa.
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Helena e André queriam comemorar seu casamento com um almoço para a família e amigos mais próximos. Mas, detalhe: tiveram de organizar tudo de longe, porque moram em Buenos Aires.
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Escolheram o restaurante Buttina, pois (como vocês devem ter lido no post anterior) foi o lugar que o André levou Helena no primeiro fim de semana deles juntos. E era também uma ótima opção para uma comemoração pequena (+ ou – 80 pessoas), por ser charmoso e com uma comida deliciosa. O restaurante ainda se encarregava do bolo (DIVINO, segundo a Helena) servido com sorvete feito lá e dos bem-casados. Prático para quem não podia acompanhar os preparativos de perto…!
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O florista Renato da Rinaldi Flores cuidou do décor e a idéia dos balões veio deste site que vocês lêem. O vestido foi assinado pela prima da noiva, Andrea Marques (quem tive o prazer de conhecer outro dia em nosso atelier e cujo trabalho admiro muito!). Nos cabelos, voilette. A sessão beauté aconteceu no L’Officiel, com Luciano (cabeleireiro de coração da Helena) e sua irmã, Cris. Helena é designer de jóias, mas conferiu à amiga Raquel Neves a tarefa de fazer suas alianças, seguindo uma superstição argentina que diz que não dá sorte fazer as próprias alianças. A irmã da noiva (guitarrista da banda Cansei de Ser Sexy) foi a responsável pelos noivinhos do bolo – um casalzinho de Playmobil, a noiva com uma faquinha na mão e o noivo japonês! Super original!
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Acho que as fotos da Marina Favato capturaram bem a emoção e cumplicidade de todos no dia… take a look:
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Fotos: Marina Favato
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Helena ♥ André: I

2 de julho de 2009

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Pensei, pensei e pensei em uma introdução para apresentar este casamento. Mas nada me pareceu mais adequado do que o texto que o próprio noivo escreveu, contando a história do casal. Por isso, decidi transcrevê-lo integralmente:
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“Muitos de vocês não sabem, mas este dia 27 de junho de 2009 começou exatamente na noite de 09 de abril de 2003. Por sorte ou destino, ou quem sabe por um misto dos dois, eu estava em uma mesa de um pub em São Paulo participando de um encontro meio nerd. Sim, porque, confesso, sou assim meio nerd, viciado em internet, blogs e com uma tatuagem estúpida e desgastasda de uma arroba no braço esquerdo. Não sei ao certo se a Aninha era nerd ou não, mas o fato é que, quando dei por mim, ela estava na ponta da mesa, bebendo, rindo, quase centralizando os assuntos desse jeito carismático que é bem seu. Fiquei impressionado com aquela quase adolescente que parecia saber muito mais de música, cinema e Angelina Jolie do que eu. No outro dia, consegui o endereço do blog da Aninha e, sem muita coisa para fazer no
trabalho, li quase todos os posts. Foi quando vi essa foto
da Aninha e da Lelê (no papel, o André colocou a foto de que fala). Nessa quinta feira, 10 de abril de 2003, tive certeza de que a Lelê era a mulher mais bonita que já havia visto em toda a minha vida. Eu não sabia, mas já estava apaixonado. E, meio obcecado, enchi tanto a paciência da Aninha até conseguir o e-mail da sua irmã.
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Muita coisa aconteceu até o nosso primeiro beijo. E muito mais desde o nosso primeiro beijo até o dia de hoje. Descobri que a Lelê não é apenas a mulher mais bonita do mundo. Ela é a melhor amiga que poderia ter. Ela é a pessoa que me fez entender o sentido da palavra companheirismo. Ela é a única mulher que apresentei a minha família que foi aprovada com unanimidade. Ela é o único ombro que tenho quando sinto uma dor no peito porque minha mãe não está mais aqui para ver o quanto somos felizes. Ela é a minha musa, dona de meus textos e de minha fotos. Ela é a minha designer favorita, a minha gourmet favorita, a minha fã de New Order favorita. E, usando as sábias palavras de John Lennon, ela é a mulher que faz desse menino um homem melhor.
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Mas, vejam bem, esta história que começou em uma quarta há seis anos não termina neste sábado. Hoje já não tenho a sorte ou o destino a meu favor. Tenho apenas este amor que quase não cabe em mim. Pensando bem, acho que tenho sim um pouco de sorte. Afinal, não é todo homem que pode dizer que se casou com a mulher mais bonita do mundo.

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André
São Paulo, 27 de junho, de 2009.
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P.S.: Já que estou aqui contando um pouco da nossa história, vale dizer que não é à toa que escolhemos o Buttina para celebrar o nosso casamento. No nosso primeiro sábado juntos, almoçamos aqui, neste mesmo lugar, curtindo a sombra dessas árvores. Espero que vocês curtam esse restaurante tanto quanto a gente. E que, a partir de hoje, ele seja um motivo de boas lembranças para todos nós.

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Foi com este texto que os convidados foram ‘recepcionados’. Cada um, com uma cópia em seu lugar, o leu antes de a noiva entrar… sem que ela soubesse.

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Apenas quando foi às mesas cumprimentar os amigos que Helena ficou sabendo da surpresa. “Você já leu a carta que o André escreveu? Não?! Então, senta, lê no seu lugarzinho porque você vai desabar no choro…”

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Não deu outra…!
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Fotos: Marina Favato
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