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Peeling: tipos, indicações, contraindicações e cuidados

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O termo peeling vem do inglês to peel, que significa descamar, esfoliar. Diariamente, milhares de células da nossa pele morrem e são substituídas por outras. No entanto, com o envelhecimento, o processo de renovação celular se torna mais lento, fazendo com que a pele tenha dificuldades de remover manchas e danos causados pelo sol. E o peeling é um procedimento médico com fins estéticos que, através de estímulos, visa incentivar essa renovação celular.

Os peelings podem ser divididos em químicos e físicos, de acordo com o agente utilizado para promover a esfoliação. Os agentes podem ser ácidos, cristais ou até laser e também são classificados conforme a profundidade que atingem nas camadas da pele. Quanto mais profundo o peeling, maior a renovação celular. No entanto, o tempo de recuperação e os cuidados após o procedimento também são maiores.

Os critérios utilizados para indicação de cada tipo de peeling compreendem idade, fototipo, área a tratar, grau de fotoenvelhecimento, objetivos a alcançar e habilitação do médico aplicador, além dos fatores inerentes a cada paciente em particular. O procedimento é contraindicado para pacientes com infecções e lesões abertas, que usam certos medicamentos ou têm psoríase ou dermatite atópica. É essencial que o paciente use protetor solar, antes e após o procedimento, e siga as recomendações para a preparação e recuperação da pele.

Os peelings químicos superficiais são realizados com vários agentes químicos, como o ácido retinoico, acido salicilico, entre outros. São os mais utilizados e removem apenas a camada mais superficial da pele. A descamação subsequente costuma ser fina e clara, não alterando a rotina diária do paciente. O método também melhora a textura da pele, pode ser coadjuvante no tratamento da acne, clareia manchas e atenua rugas finas, além de estimular a renovação do colágeno. O peeling de cristal é considerado físico e é realizado com cristais que, em fricção com a pele, promovem a remoção da camada córnea da pele (a mais superficial). Já o peeling de carbono a laser, também físico, remove o carbono da pele e promove a remoção das células mais superficiais. O método ainda estimula a produção de colágeno.

Mais fortes, os peelings médios atingem a derme provocam descamação espessa e escura, demandando de 7 a 15 dias para retorno à vida normal. São indicados para ceratoses (lesões pré-cancerosas) e rugas mais pronunciadas. Por fim, os peelings profundos são procedimentos mais agressivos e provocam a formação de muitas crostas espessas. O pós-peeling pode exigir o uso de curativos e a recuperação pode durar até 3 meses. No entanto, apresentam resultados significativos, com renovação importante da pele e diminuição de rugas profundas, como aquelas ao redor da boca e dos olhos.

A descamação terapêutica provocada por estes procedimentos é uma poderosa arma para tratar várias doenças e transtornos estéticos. Mas deve ser realizado por um médico habilitado e não é um procedimento isento de complicações, que podem ser sérias e permanentes.

Drª Marcia Linhares é especializada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é uma das pioneiras a utilizar a técnica de laser no país e ex-chefe do departamento de laser da SBD Regional – RJ.

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