No primeiro post da série sobre dress code para madrinhas e convidadas, falamos sobre os acessórios. Agora, vamos entrar no mais aguardado: roupas.

Tirando casamentos black tie ou que pedem um traje específico (como todo mundo de branco, por exemplo), o traje desejado para o evento não costuma vir escrito no convite. E ainda que viesse, “passeio”, “passeio completo” e cia são termos que deixam  muita gente confusa.

Por isso, é preciso analisar 3 pontos em conjunto:

– Local: o casamento será na praia, no campo, em uma igreja suntuosa, em um espaço de eventos mega ou em um restaurante descolado?
– Horário: de manhã, à tarde se estendendo até à noite, à noite?
– Nível de formalidade / Estilo do casal (ou das famílias dos noivos): clássicos, despojados, extravagantes (ou esbanjadores, como preferirem)?

As duas primeiras informações vêm escritas no convite. A última deveria ser subentendida pelo design do convite, mas isso nem sempre acontence… Para madrinhas, tudo fica mais fácil, pois elas naturalmente já têm uma ideia de como será o casamento. Já as convidadas precisam tentar se informar de alguma maneira.

Bom, com essas 3 informações, é possível definir o que é adequado ou não. E adequação é a chave do dress code. Afinal, ninguém gosta de ir under dressed, assim como não se deve ir over dressed.

Nos próximos posts, vamos colocar seleções de vestidos para cada tipo de casamento. Mas, por enquanto, acho que é bom lembrar algumas coisinhas que valem para (quase) todas as ocasiões:

mousseline é O tecido-coringa para vestidos de festa (longos e curtos): é nobre e tem movimento, o que o torna perfeito tanto para casamentos diurnos quanto noturnos, dos mais despojados aos pomposos. Claro que tudo vai depender do modelo do vestido e dos adornos, mas, ao contrário de alguns tecidos, a mousseline é hiper versátil. Os vestidos abaixo são do Elie Saab, estilista que adora uma mousseline:

brilho não é necessariamente proibido durante o dia – apesar de haver bordados inadequados para festas diurnas. Bordados leves, em alguns detalhes, com pedraria e paetês foscos, não ficam over durante o dia. Já vestidos bordados dos pés à cabeça, com peso (literalmente), são mais indicados para a noite.

na dúvida, evite branco, off-white e, para madrinhas, preto. 99,9999% das noivas não gostam de madrinhas ou convidadas com cores que se aproximem à do seu vestido. E por mais que eu não concorde com o preconceito contra vestidos pretos no altar, ele ainda é culturalmente proibido para madrinhas – a menos que a noiva aprove (o que é raro, raríssimo). A noiva tem poder de veto sobre cores, estampas e comprimento dos vestidos das madrinhas, então é sempre melhor perguntar à noiva do casamento em questão.

altar de igreja pede compostura. O que, na minha opinião, exclui da lista de opções vestidos com grandes decotes ou muito sensuais. Providenciar um xale para cobrir o colo, quando o vestido é tomara-que-caia, é recomendável. Adoro o exemplo desse vestido de Kate Middleton (aliás, realmente estou achando que ela trouxe a elegância de volta à moda), que tem decote coberto por renda. Linda, leve e composta:

 o volume do vestido da madrinha não deve ser maior que o da noiva. Essa não é uma “regra” que costumamos ver por aí, mas imaginem se as fotos abaixo fossem de uma noiva e uma madrinha do mesmo casamento (ambos os vestidos são Vera Wang):

Não parece desproporcional? Uma madrinha com vestido digno de baile, ao lado de uma noiva com vestido fluido, passa a imagem de que  quer aparecer mais que a noiva. (vocês não acham?)

Fotos: reprodução