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Pensei, pensei e pensei em uma introdução para apresentar este casamento. Mas nada me pareceu mais adequado do que o texto que o próprio noivo escreveu, contando a história do casal. Por isso, decidi transcrevê-lo integralmente:
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“Muitos de vocês não sabem, mas este dia 27 de junho de 2009 começou exatamente na noite de 09 de abril de 2003. Por sorte ou destino, ou quem sabe por um misto dos dois, eu estava em uma mesa de um pub em São Paulo participando de um encontro meio nerd. Sim, porque, confesso, sou assim meio nerd, viciado em internet, blogs e com uma tatuagem estúpida e desgastasda de uma arroba no braço esquerdo. Não sei ao certo se a Aninha era nerd ou não, mas o fato é que, quando dei por mim, ela estava na ponta da mesa, bebendo, rindo, quase centralizando os assuntos desse jeito carismático que é bem seu. Fiquei impressionado com aquela quase adolescente que parecia saber muito mais de música, cinema e Angelina Jolie do que eu. No outro dia, consegui o endereço do blog da Aninha e, sem muita coisa para fazer no trabalho, li quase todos os posts. Foi quando vi essa foto da Aninha e da Lelê (no papel, o André colocou a foto de que fala). Nessa quinta feira, 10 de abril de 2003, tive certeza de que a Lelê era a mulher mais bonita que já havia visto em toda a minha vida. Eu não sabia, mas já estava apaixonado. E, meio obcecado, enchi tanto a paciência da Aninha até conseguir o e-mail da sua irmã.
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Muita coisa aconteceu até o nosso primeiro beijo. E muito mais desde o nosso primeiro beijo até o dia de hoje. Descobri que a Lelê não é apenas a mulher mais bonita do mundo. Ela é a melhor amiga que poderia ter. Ela é a pessoa que me fez entender o sentido da palavra companheirismo. Ela é a única mulher que apresentei a minha família que foi aprovada com unanimidade. Ela é o único ombro que tenho quando sinto uma dor no peito porque minha mãe não está mais aqui para ver o quanto somos felizes. Ela é a minha musa, dona de meus textos e de minha fotos. Ela é a minha designer favorita, a minha gourmet favorita, a minha fã de New Order favorita. E, usando as sábias palavras de John Lennon, ela é a mulher que faz desse menino um homem melhor.
. Mas, vejam bem, esta história que começou em uma quarta há seis anos não termina neste sábado. Hoje já não tenho a sorte ou o destino a meu favor. Tenho apenas este amor que quase não cabe em mim. Pensando bem, acho que tenho sim um pouco de sorte. Afinal, não é todo homem que pode dizer que se casou com a mulher mais bonita do mundo.

. André São Paulo, 27 de junho, de 2009. .

P.S.: Já que estou aqui contando um pouco da nossa história, vale dizer que não é à toa que escolhemos o Buttina para celebrar o nosso casamento. No nosso primeiro sábado juntos, almoçamos aqui, neste mesmo lugar, curtindo a sombra dessas árvores. Espero que vocês curtam esse restaurante tanto quanto a gente. E que, a partir de hoje, ele seja um motivo de boas lembranças para todos nós.

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Foi com este texto que os convidados foram ‘recepcionados’. Cada um, com uma cópia em seu lugar, o leu antes de a noiva entrar… sem que ela soubesse.

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. Apenas quando foi às mesas cumprimentar os amigos que Helena ficou sabendo da surpresa. “Você já leu a carta que o André escreveu? Não?! Então, senta, lê no seu lugarzinho porque você vai desabar no choro…”

. . Não deu outra…! . Fotos: Marina Favato ..