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Como fortalecer as unhas fracas

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A queixa de unhas fracas é muito frequente no consultório dos dermatologistas. Em média, acomete 20% de toda a população, com maior frequência nas mulheres.

A unha mais frágil tem espessura mais fina e tem tendência a se dividir (tendo como início estrias longitudinais na placa ungueal), descamar e quebrar com maior facilidade. A unha fraca também tem chances aumentadas de descolar de seu leito, predispondo o surgimento de micoses e infecções bacterianas.

A dureza das unhas é representada por filamentos de queratina, e a composição das células que formam a unha é de fibras de queratina, proteínas e lipídios.

O grau de hidratação das unhas também determina a dureza e flexibilidade. Uma unha exposta a umidade excessiva torna-se frágil, bem como quando muito ressecada e exposta a extremo calor, tornam-se desidratadas e quebradiças.

A unha fraca pode ser decorrente de exposição a agentes químicos (uso de ácidos, solventes, acetona) ou físicos (frio, calor, trauma repetido), infecções (bacterianas ou fúngicas), medicamentos (imunodepressores, citotóxicos), doenças de pele (psoríase, eczemas), doenças sistêmicas (insuficiência renal, doenças hepáticas, síndromes de má absorção, tireoidopatias), carências vitamínicas (anemia por falta de ferro) e envelhecimento fisiológico. Assim como a pele, as unhas também envelhecem e merecem maiores cuidados com o passar dos anos! Nos idosos, a velocidade de crescimento das unhas também é mais lenta.

O tratamento principal visa corrigir a causa do problema, que deve ser investigado por meio de consulta especializada e exames laboratoriais, se o médico julgar necessário. Porém, nem sempre é possível estabelecer a causa.

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Medidas preventivas, protetoras e sintomáticas são importantes em todos os casos de unhas frágeis. Seguem as principais:

1. Manter sempre as unhas curtas e limpas.

2. Evitar imersão excessiva em água.

3. Evitar manipulação de produtos químicos.

4. Uso de luvas de borracha em determinadas ocasiões visando proteção das unhas.

5. Uso de cremes que formem “barreira” ou óleos específicos que auxiliam na hidratação e previnem o amolecimento.

6. Uso de produtos com efeito endurecedor – esmaltes manipulados ou prontos que contenham proteínas, formaldeído, resinas e fibras, que dão cobertura e proporcionam fortalecimento.

7. Uso oral de biotina e silício orgânico (manipulados, pois no Brasil não existem cápsulas prontas com biotina em quantidade adequada para que exerça o efeito desejado). A biotina é capaz de aumentar a espessura da unha e aumentar sua velocidade de crescimento.

Obviamente, em casos em que for diagnosticada uma doença associada, esta deve ser tratada prioritariamente e, como consequência do tratamento da doença de base, haverá melhora no aspecto das unhas.

Drª Marcia Linhares é especializada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é uma das pioneiras a utilizar a técnica de laser no país e ex-chefe do departamento de laser da SBD Regional – RJ.

Mulheres adultas também têm acne!

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Infelizmente, a acne não é um problema de pele que afeta só adolescentes. Sabe-se que o homem, de uma forma geral, pode apresentar quadros mais intensos de acne. Porém, as mulheres apresentam formas mais persistentes e difíceis de tratar, tanto que o tópico “acne na mulher adulta” (quando presente acima dos 25 anos de idade) é alvo de diversos estudos. Além de afetar a aparência, se não tratada adequadamente, a acne pode se transformar em cicatrizes de difícil tratamento.

Parte das mulheres adultas com acne possui algum distúrbio hormonal, em especial o hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos), porém algumas podem apresentar acne mesmo sem possuir essas alterações. O hiperandrogenismo pode ser secundário a distúrbios nas glândulas suprarrenais, uso de medicamentos, hormônios anabolizantes, e à síndrome dos ovários policísticos. No início do tratamento, a paciente com acne na idade adulta deve ser avaliada também por uma ginecologista. Se houver distúrbio hormonal confirmado, a mulher deve ser submetida a tratamento por via oral para regularização do quadro, associado ao tratamento dermatológico.

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TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento da acne baseia-se em uma rotina diária de cuidados para diminuir a oleosidade da pele, prevenir a formação de pústulas e tratar as existentes, melhorando assim a aparência geral da pele.

É fundamental uma higiene adequada com sabonetes que controlem a oleosidade, com substâncias como ácido salicílico, ácido glicólico e alfa-hidróxi-ácidos, de acordo com a tolerância de cada paciente.

Como regra geral, toda paciente com acne deve usar cremes ou géis contendo ácido retinóico, que atua como anti-inflamatório, diminui a secreção de sebo, acelera a renovação celular, diminui as chances de infecção pelo propionobacterium acnes (bactéria residente da pele que leva a formação de pústulas) e leva a uma melhora global da pele.

O peróxido de benzoíla é um antibacteriano que auxilia em casos com muitas pústulas, podendo ou não ser associado a um antibiótico tópico como a clindamicina. Em casos graves e resistentes, antibióticos orais e a Isotretinoína (retinóide oral) podem ser indicados.

limpeza de pele regular também deve fazer parte do tratamento da paciente com acne – sempre que possível, supervisionada por uma dermatologista. O ideal é que inicialmente seja realizada a cada 30 dias, podendo ser mais espaçada com a melhora da pele.

Alguns procedimentos podem ser associados, como peelings com diferentes tipos de ácidos que auxiliam bastante na diminuição da oleosidade e lasers específicos que diminuem os poros e melhoram cicatrizes.

É importante também ficar atenta ao uso de filtros solares específicos que não obstruam os poros, lembrando que durante o tratamento a pele fica mais sensibilizada e o cuidado deve ser redobrado.

O uso de algumas maquiagens podem agravar o quadro, visto que nem todas podem ser utilizadas em peles acneicas. Algumas marcas possuem linhas específicas para esses casos.

A avaliação individual por um dermatologista é fundamental, uma vez que para cada paciente o tratamento é particularizado de acordo com o tipo de acne, tipo de pele e rotina diária.

Drª Marcia Linhares é especializada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é uma das pioneiras a utilizar a técnica de laser no país e ex-chefe do departamento de laser da SBD Regional – RJ.

Cuidando da queda de cabelo antes do casamento

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Decoração, vestido, buffet, música…são tantas atribuições durante os preparativos que fica impossível segurar a ansiedade! E claro que isso pode acabar afetando a nossa saúde, inclusive a dos cabelos! Não raro, algumas noivas manifestam queda de cabelo nas mais diversas formas de alopecia.

TIPOS DE ALOPECIA

– Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno é um tipo de alopecia que frequentemente acomete as mulheres. Após um gatilho (que pode ser um trauma físico ou psicológico, após uma cirurgia ou uma deficiência nutricional) os cabelos migram da fase de crescimento anágena para a fase telógena, que é a fase de repouso dos pelos, podendo provocar a queda de mais de 100 fios por dia diretamente da raiz. O tratamento do eflúvio telógeno pode incluir a reposição oral de ferro, vitamina D e zinco. Através do laser não ablativo fracionado conseguimos realizar a técnica do drug delivery, que consiste na produção de microperfurações do couro cabeludo pelo laser, que permite a penetração de medicações e vitaminas na parte mais profunda do folículo, revertendo a queda de cabelos mais rapidamente.

O eflúvio telógeno pode abrir as portas para o desenvolvimento da alopecia androgenética, que nada mais é do que a calvície feminina. A alopecia androgenética, como o próprio nome diz, ocorre devido a uma predisposição genética e à influência dos hormônios androgênicos. Com o passar do tempo, os fios vão ficando cada vez mais finos e miniaturizados, provocando uma área de rarefação dos fios na região da linha média do couro cabeludo e redução da densidade capilar. O diagnóstico da alopecia androgenética deve ser precoce para um melhor resultado terapêutico com antiandrogênicos tópicos e orais.

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– Alopecia areata

A alopecia areata é um tipo de alopecia auto-imune, ou seja, as suas células de defesa erram o alvo e passam a atacar os folículos pilosos e inibir o crescimento dos fios. Clinicamente, a alopecia areata manifesta-se com placas arredondadas no couro cabeludo que podem formar pseudópodos e se espalhar por todo o couro cabeludo, causando queda total dos pelos, e até mesmo acometer os pelos corporais. Dependendo da forma clínica, pode ser necessário o uso de corticóides tópicos, orais e até intralesionais.

– Dermatite seborréica

A dermatite seborreica é uma inflamação das glândulas sebáceas que passam a produzir uma quantidade maior de sebo, e é responsável pelas indesejadas casquinhas e coceira no couro cabeludo. A dermatite seborreica pode piorar quando os pacientes estão mais ansiosos ou quando o tempo está mais frio, e o tratamento é feito com xampus antifúngicos à base de cetoconazol, piritionato de zinco, ácido salicílico, ciclopiroxolamina, entre outros. Numa forma mais grave, pode acometer os sulcos da face, sobrancelhas e cílios, necessitando de uma abordagem localizada.

Se você, noivinha, está sofrendo com a queda de cabelos, consulte o seu dermatologista o mais rápido possível, porque os fios necessitam de, no mínimo, três meses para se recuperar! Assim, você estará com os seus fios saudáveis, sedosos e brilhosos para arrasar no penteado!

Drª Marcia Linhares é especializada em dermatologia clínica, cirúrgica e cosmiatria. Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é uma das pioneiras a utilizar a técnica de laser no país e ex-chefe do departamento de laser da SBD Regional – RJ.