Não é à toa que a Casa das Festas Bridal GuideCASA DAS FESTASAluguel de MateriaisSão Paulo, São Paulo (Capital)Portfólio já está no mercado de casamentos há mais de 70 anos! Com um enorme acervo de peças e louças, a empresa atende todos os estilos e tamanhos de casamento e está sempre de olho nas tendências e novidades. Além de dicas práticas, Paulo Thomé e Daniela Dias fizeram questão de deixar claro que as noivas podem (e devem!) escolher exatamente o que querem para o grande dia!

– Como tudo começou?

Paulo: A minha família é descendente de árabes, e meu pai e um tio meu sempre trabalharam com buffet para festas. Eles atendiam a comunidade síria e faziam um serviço bem certinho. Naquela época, eles sentiam muitas dificuldades de montar o próprio acervo para realizar os eventos. E foi a partir daí que o negócio foi evoluindo para, em 1943, surgir a Casa das Festas. Convivemos coma atividade de buffet até os anos 1970, mas, depois, mantivemos o foco no aluguel de material para eventos. De fato, foi uma aventura no início. Em uma época em que todo mundo tinha sua prataria e louça, você criar uma empresa de aluguel de peças e propor que as pessoas comam em pratos e talheres alugados? Que coisa esquisita! Mas deu certo e, cada vez mais, estamos aprimorando a nossa atividade. Hoje em dia, a Casa das Festas não é mais um negócio familiar. Toco a empresa com nossa equipe e a Daniela, que é meu braço direito e me ajuda na parte comercial, na introdução de produtos novos e na divulgação na mídia e redes sociais. Mas mantivemos a seriedade e a responsabilidade, que dão a credibilidade de que precisamos.

– Com mais de 70 anos de empresa, como vocês se mantêm sempre atualizados?

Hoje em dia, todas as informações são mais acessíveis para todos. Por isso, estamos sempre procurando coisas novas, pois os clientes têm a necessidade de se diferenciar um do outro. Acompanhamos muito o mercado e procuramos lançar tendências de acordo com a nossa visão.

– E quais foram as principais mudanças que vocês viram no mercado de casamentos nestes 70 anos?

Há 50, 60, 70 anos, nem se cogitava fazer uma festa de casamento sem mesas e cadeiras para todos os convidados. Cada mesa era devidamente vestida com toalhas e sobretoalhas e, muitas vezes, as cadeiras também recebiam tecidos coordenados. Havia um protocolo a ser seguido. Os canapés frios e patês eram servidos em bandejas de prata para abrir o serviço, seguidos por salgadinhos, tudo sempre apresentado em baixelas de prata, marteladas e cinzeladas – muitas delas estão aqui na Casa das Festas até hoje! Os buffets eram montados em pranchas retangulares com toalhas plissadas e presas com percevejos. As comidas, frias ou quentes, eram dispostas em ricas pratarias e davam início ao jantar. Depois, vinham as sobremesas, docinhos, camafeus e o bolo da noiva. Antigamente, as festas de casamento nem eram tão grandes, nem tinham tantos convidados. Então, por que tanto material? Porque os serviços empratados e à francesa eram comuns. Nossas toalhas e guardanapos eram bordados à mão – e quem bordava era minha tia! Salada no copinho, comidinhas na cumbuca, lanchinhos da madrugada, finger foods, ilhas gastronômicas… Tudo isso é corriqueiro e até indispensável nos casamentos de hoje, mas não faziam parte da rotina de antigamente. A conclusão é que, antes, o material de festas era muito mais padronizado. Você tinha centenas de dois ou três modelos de copos. De 20 anos pra cá, as baixelas tradicionais e os copos com pé baixinho, que compunham as festas elegantes, começaram a cair em desuso, muito por conta da sede por ineditismo e diversificação. E o acesso à informação nos permite enxergar referências e corrermos atrás do diferente para atender ao anseio dos nossos clientes.

– Como os casamentos com “cara de casa” mudaram os estilos da peças? E como vocês fizeram para suprir essa nova demanda?

A partir da metade dos anos 80, começamos a nos atrever nas mudanças, com base no que era possível fazer na época. “Apareceu um americano lá no Ipiranga que está fabricando umas travessas em cobre” – Vamos comprar! “Tem um homem que traz umas vasilhas e gamelas de madeira lá de Minas” – Vamos arriscar! “Aquela importadora trouxe uns refratários franceses, que são a última moda. Mas só tem amarelo” – Vamos ousar! E assim, há 40 anos, cobre, madeira e cerâmica começaram a dar uma cara nova a estes casamentos, uma cara mais personalizada, mas não menos chic.  

– Qual é a peça mais pedida da Casa das Festas?

Não temos uma peça específica. Mas acho que, atualmente, os talheres de cobre são uns dos mais pedidos. Outro destaque do nosso acervo são as louças kosher, que não são todas as locadoras que têm.

– E quais são as peças exclusivas de vocês?

Estamos lançando uma linha de réchauds, que podem ser usados tanto como panela, quanto como travessa. Quebramos a cabeça para criar peças diferentes das que já vemos por aí. São mais modernas e funcionais, e o desenho foi feito por nós, pensamos em cada detalhe! Além dessa novidade, temos também peças Rosenthal e Christofle.

– Vocês fizeram algumas parcerias recentemente. Como funciona o processo de criação?

Contratamos a Bia Coutinho para fazer um desenho exclusivo de aquarela no prato, e ela nos sugeriu a lavanda, porque é o convite dela que mais sai. Já o Luis Fronterotta é nosso cliente há muito tempo e sempre soubemos que ele queria ter uma linha assinada para vender em loja. Um dia, dissemos que ele deveria criar peças que pudesse usar na festas e daí surgiu a ideia. Então, ele desenvolveu a coleção de prataria Boiserie, que nós alugamos com exclusividade. Pretendemos fazer mais parcerias, sim, pois queremos ter mais louças assinadas e exclusivas!

– O que não pode faltar em um casamento clássico?

Prataria, cristal, talheres de prata, sousplats e guardanapos de linho.

– E no campo?

Madeira, cobre e louças florais. Também dá para abusar mais das cores.

– E na praia?

Dá para brincar mais ainda! Cerâmicas coloridas, peças de bambu e sousplats de rattan são ótimas pedidas.

Prato da Casa das Festas com ilustração de lavandas em aquarela assinada por Bia Coutinho

– O que vocês apontam como tendência em materiais e objetos para casamentos?

O cobre, que já está se eternizando, e a madeira.

– Além de todo o acervo, o espaço de vocês também conta com uma Sala de Degustação. Como ela funciona?

Tem muito chef de cozinha que está começando e ainda não tem uma estrutura física para fazer degustações. Então, cedemos a sala para eles receberem os noivos e, muitas vezes, eles até já escolhem as louças que vão querer para o grande dia. Assim, oferecemos um benefício ao nosso cliente, ao mesmo tempo em que ajudamos novos talentos.

– Quem procura a Casa das Festas: a noiva ou o decorador?

Na maioria das vezes, o decorador. A noiva costuma vir com ele, com a assessora ou por indicação do buffet. E quando ela vem, a grande vantagem é poder personalizar o casamento ao máximo, escolher as peças que ela realmente quer. E para as noivas que não quiserem vir até aqui, nós podemos enviar a louça de amostra para a casa dela.

– Vocês atendem todo o Brasil? Como funciona a logística?

Sim, é tudo enviado daqui, em um caminhão. É uma responsabilidade gigante e você tem que ter uma baita estrutura. Porque, se ocorrer algo, você tem como garantir que a festa irá acontecer!

Peças da coleção Boiserie, que Luis Fronterotta assina em parceria com a Casa das Festas

– E vocês fazem casamentos de todos os tamanhos?

Sim! Fazemos casamentos de grande porte e, muitas vezes, atendemos muitas festas em um mesmo fim de semana. Nossa preocupação é ter grandes quantidades das peças para podermos atender a todos.

– Quais as três dicas que vocês dariam para as noivas em relação aos materiais e objetos do casamento?

  1. Vá com o decorador ao fornecedor das louças do casamento para escolher o que realmente quer para o grande dia.
  2. Tenha sempre a orientação de alguém que conheça o serviço para não jogar dinheiro fora. Por exemplo, quando a noiva vem para alugar peças para a mesa de doces, nós perguntamos qual o tamanho da mesa e qual a quantidade de docinhos para dimensionar quantidades e tamanhos. Outro exemplo: alugar copos e taças de champagne, vinho, whisky, caipirinha, água e refrigerante para todos os convidados. Sempre instruímos que não há necessidade de alugar tantas peças se tivermos o serviço de recolher e lavar os copos. E nem todos os convidados vão consumir todos os tipos de bebidas.
  3. As quebras de material locado são inevitáveis – são muitas pessoas, muitos itens! Então, para que seja menos desagradável, os noivos já devem esperar por esse gasto extra após a festa de casamento.

(Fotos: Reprodução)

Ficha Técnica

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