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Bate-papo sobre alianças e anel de noivado com Pedro Yossef

Formado em design de produtos, com especialização em joias, Pedro YossefFornecedoresPEDRO YOSSEFJoiasSão Paulo (Capital)Leia mais se tornou especialista em alianças e anel de noivado. O joalheiro nos recebeu em seu novo atelier/oficina, em São Paulo, para um bate-papo inspirador, cheio de dicas para os noivos e uma sessão de fotos de cada etapa de seu trabalho, que é todo manual e feito por ele mesmo. Em cada peça, Pedro gosta de transformar a história do casal em joias. Vem ver o que ele nos contou e mostrou:

(Foto: Verônica Valentim)

– Como tudo começou?

Desde pequeno sou apaixonado por trabalhos manuais. Quando criança, adorava montar aeromodelismo e carrinho de controle remoto. Em todos os meus aniversários eu pedia ferramentas para o meu pai. Com 10 anos ganhei uma bancada de marceneiro, o que só aumentou o desejo de criar tudo manualmente. Aprendi a fazer tricot, crochê, tudo para desenvolver ao máximo minha coordenação motora e minhas habilidades. Na faculdade de design de produtos, amigos e professores me diziam que eu tinha talento para a joalheria. Depois de estagiar e aprender muito sobre ourivesaria, técnicas antigas e novas, decidi que este era o meu caminho.

– E como você foi parar no mercado de casamento?

Amigos começaram a me pedir anéis de noivado e alianças. Foi daí que conheci a Samara, da S-Cards, que gostou do meu trabalho e me deu aquele empurrãozinho para entrar no mercado de casamentos. Desenhei minha primeira coleção de alianças e graças a Deus e às redes sociais fiz muito sucesso. Desde então, nunca mais parei.

– Qual é seu maior diferencial?

Acho que o fato de cada peça ser personalizada. Não tenho alianças prontas, tudo é desenvolvido de forma única e exclusiva. Gosto de conversar com o casal, ver como posso transformar a história deles em joias. E aqui pode ser colocando brilhantes para representar o número de anos que ficaram juntos antes do casamento, uma frase especial no interior, etc. Outro ponto importante é a gama de personalização que o trabalho manual e artesanal permite. Há técnicas que máquina nenhuma consegue fazer, só mesmo à mão. E isso eu faço.

– Que pontos são importantes na hora de escolher as alianças?

Tudo depende do estilo da noiva. Muitas já chegam com referências da mãe, da própria família. Tenho noivas que me pedem mistura de três a quatro materiais, outras são mais clássicas, que gostam dos modelos tradicionais com alguma personalização. Porém, é preciso tomar alguns cuidados importantes. O primeiro é o conforto do casal em relação à peça. A mulher está mais acostumada a usar joias, já aceita uma peça mais larga, mais chamativa. Diferente da maioria dos homens, que não tem este costume. É por isso que gosto de conversar com o casal antes, porque logo de cara já vejo se ele usa algum acessório, se gosta de usar, ou se quer mesmo é uma joia que represente que ele está casado sem fugir do básico.

O segundo ponto é a questão anatômica. Muitos dos trabalhos que preciso fazer para realizar o desejo dos noivos, como aplicação de diamantes, desenhos ou formatos diferentes, tendem a deixar a peça mais sensível no dedo. Ou seja, o casal vai sentir sempre a presença da aliança, o que nem sempre é o que querem. Precisa realmente saber se isso não vai incomodar no dia a dia. O bom da personalização é que dá para fazer alianças iguais, mas com dimensões diferentes, com pedrarias diferentes para cada um, o que facilita caso um não queria sentir a peça.

– Alguma limitação ou item que não recomenda colocar na aliança?

Apesar de conseguir sanar qualquer problema estético com o design, tudo depende do lifestyle da pessoa. Por exemplo, tive uma noiva médica que queria uma peça robusta. O problema é que toda vez que entrasse no centro cirúrgico teria que tirar para usar as luvas. A solução que dei foi desenvolver uma aliança que ao sair do dedo poderia ser presa na corrente.

– O que é possível fazer em termos de personalização?

Além do desenho, há uma gama enorme de personalizações que variam de acordo com a técnica utilizada. Em termos gerais temos:
1 – ouro: amarelo, branco ou rosé (é possível misturá-los em uma única peça);
2 – diamantes: quantidades, formas diferentes de aplicação e lapidação (brilhante, coração, quadrada…);
3 – gravações de frases e nomes;
4 – acabamentos: polido ou escovado. Faço tudo em 3D para ela ter uma ideia de como vai ficar, e tenho moldes dos acabamentos e aplicações de pedras para os noivos verem como ficará cada uma.

– Toda peça anatômica é mais confortável?

Não. Há um marketing muito grande em torno do anatômico. Para ficar claro, o anatômico é uma pequena lombadinha por dentro da peça, que realmente a faz escorregar com mais facilidade para entrar e sair do dedo. Porém, o machucar ou incomodar que muitos noivos querem evitar não é o anatômico que vai garantir, mas sim os acabamentos internos e externos. O arredondamento dos cantos, que a gente chama de toque sedoso, é fundamental e o que vai realmente garantir um conforto maior. Outro ponto importante que gosto de salientar – e que tem a ver com o marketing – é com relação à quantidade de material. Em peças muito largas não recomendo a técnica do anatômico, porque para fazer o abaloado interno gasta-se muito mais ouro, o que pode deixar a peça até quatro vezes mais pesada e cara.

– Você nota alguma preferência entre as noivas?

A maioria das noivas ainda escolhe o ouro amarelo. Porém, tenho tido muita procura pelo ouro rosé e pelo casamento de metais (os três ouros em uma peça só). Para mim, estas são minhas apostas. O ouro rosé é uma ótima opção para as noivas que não querem fugir do design tradicional, mas querem um toque mais moderno para a aliança.

– Dá para mudar a aliança depois de um tempo?

Dá sim, claro. Muitos casais preferem fazer alianças de noivado do que anel. E já tive muitos casais que voltam antes do casamento para limpar a peça e pediram para mudar algum detalhe, como um acabamento ou a inclusão de diamantes, por exemplo.

-Além das alianças, você também faz anel de noivado. O que você pede para o noivo trazer de referência?

O noivo que me procura quer uma peça única, que só a sua noiva terá. Mas muitos já chegam com fotos de referência enviadas pelas noivas anos antes do pedido. Para os que não têm esta sorte, minha dica é descobrir qual a pedra favorita da sua noiva – e no caso do diamante, não se prender ao tamanho. Não é porque uma pedra tem um quilate que ela vai ser mais imponente e brilhante que uma de meio quilate. O que vai definir um bom anel de noivado é o destaque e brilho, que são garantidos pela qualidade da pedra. Peço também para levar em conta o porte físico da noiva. Claro que todos querem surpreender com uma peça grande, mas se a noiva for muito delicada, “mignon”, o anel pode ficar desproporcional e até agressivo.

– No caso do noivo já ter um anel de noivado de família, você consegue restaurar ou reformar a peça?

Sim, eu faço muito este tipo de serviço. Limpo, retiro riscos, faço banho de ródio no caso do ouro branco e reponho os diamantes que por ventura estão faltando. Não é simples fazer isso, precisa tomar muito cuidado para não desconfigurar a peça. Estudo as joias da época daquele anel, os tipos de técnica utilizada e lapidação do diamante (muitas das lapidações antigas são difíceis de serem reproduzidas hoje).

– Com que antecedência você pede que os noivos te procurem? E como funciona o processo?

Entrego as peças em 45 dias após a aprovação. Portanto, tudo vai depender do que eles têm em mente. Se já sabem o que querem, podem vir com dois meses. Agora, se quiserem algo super personalizado e novo, é bom virem com mais tempo para eu poder fazer todos os desenhos e projetos possíveis. O processo funciona da seguinte maneira: costumo ter uma boa conversa com o casal, depois faço o 3D e, após a aprovação, crio um grupo no WhatsApp para enviar todas as etapas que faço. Essa parte é muito legal, porque eles conseguem visualizar e até mudar alguma coisa se quiserem.

– Alguma novidade para 2017?

Estou desenvolvendo uma linha de brincos para noivas. Até hoje só fiz modelos para venda, e a ideia agora é fazer uma linha de aluguel.

Três dicas para os noivos na hora de escolher as alianças:

– Pensem que a aliança é uma peça que será usada todos os dias e para a vida toda. O comum acordo entre noivos precisa existir. O estranhamento com a peça vai existir, e ele precisa ser suavizado ao máximo. Pensem também se a cor ou modelo que escolheram não é apenas modinha, se realmente vão amá-lo para sempre.

– Procurem um profissional disposto a fazer qualquer adaptação e nova interpretação ao longo do projeto. Assim como em todos os detalhes do casamento, na aliança não dá para ficar um “e se…”.

– Invistam em uma peça exclusiva e de qualidade. Se todo o casamento será personalizado com a cara de vocês, por que não investir em alianças únicas também?

(Fotos: Verônica Valentim e Divulgação)

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