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Bate papo com Anna Quast Arruda e Ricky Arruda

Um casal que fotografa o amor, com amor.” É assim que os fotógrafos apaixonados Anna Quast Arruda e Ricky ArrudaFornecedoresANNA QUAST ARRUDA E RICKY ARRUDAFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais definem seu trabalho. Anna se consolidou há anos como um dos grandes destaques em fotografia de casamento. E agora, se uniu a Ricky também profissionalmente,  aproveitando tudo o que os dois têm de comum e as experiências diferentes para criar fotografias de encher os olhos. Aproveitando o clima de romance da semana do Dia dos Namorados, batemos um papo com o casal sobre suas carreiras, as polêmicas fotos de celular tiradas por convidados e os ensaios fotográficos antes do grande dia.

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Contem um pouco para a gente sobre a formação e o background de vocês.

RICKY: Sou formado em Direito. A fotografia surgiu na minha vida de uma forma bem casual, há mais ou menos 15 anos. Me interessei bastante pela área, mas me inseri nesse meio aos poucos.

ANNA: Sou analista de sistema por formação. Trabalhava na área de TI quando comecei a me interessar pela fotografia, por registrar a emoção dos momentos, contar histórias de famílias. Para me aprimorar, participei de diversos workshops, palestras e congressos. Sempre nessa área de fotografia de casamentos.

E como vocês entraram no meio de fotografias de casamentos?

ANNA: Quando trabalhava na área de TI, uma amiga pediu que eu fotografasse o seu casamento. Recusei, porque era uma responsabilidade muito grande e eu ainda não tinha muito conhecimento na área. Mas ela insistiu, e falou: “Vou contratar uma fotógrafa e falar que uma amiga também vai fotografar”. Acabei topando e minha amiga adorou o resultado!

RICKY: Eu entrei nesse meio através do meu casamento com a Anna. Comecei há uns dois anos e pouquinho, acompanhando ela nos trabalhos e ajudando com a luz, batendo uma foto ou outra. Depois, eu comecei a levar a minha câmera nos casamentos que ela ia fotografar. E as noivas começaram a curtir, perguntavam para a Anna: “Mas o Ricky vem também?”, e, quando eu ia, elas adoravam: “Que bom que vocês dois vieram!”. Virou uma coisa muito agradável com os noivos e com os assessores. Foi uma mudança de ares bem natural, já que eu venho de uma área mais voltada para fotografia fineart.

Como vocês definem o estilo de fotografia um do outro?

ANNA:  O Ricky tem um estilo de fotografia mais para galeria, mais fineart, de ensaios especiais para revistas e editoriais. Ele tem esse lado mais artístico, de composições complexas. Ele capta com o olhar coisas não óbvias, percebe reflexos e sombras diferentes, e isso é muito interessante! É uma fotografia muito mais livre, descondicionada, sem os vícios da rotina dos casamentos. O efeito é muito bacana. É um frescor que ele traz, um olhar muito diferente. E é algo que a gente incentiva. Eu falo para ele: “Continua sempre olhando lateralmente. Não se deixa cair nas armadilhas das rotinas. Continua procurando o que tem de diferente”.

RICKY: A Anna é muito séria, profissional e exigente. Mas, por outro lado, ela é também muito graciosa, doce e delicada. A fotografia dela é muito conectada com o que ela está fazendo, então você percebe uma ligação forte com os noivos. Mas, se ela fotografa muito bem com esse foco para a emoção, ela faz muito bem também fotos dirigidas, posadas e mais articuladas.

Ricky, nós sabemos que você leva a fotografia com iPhone a sério, ministra workshop de fotografia 2.0 e também participa de exposições. Em casamentos, além das fotos que faz com a sua câmera profissional, você gosta de fazer alguns cliques com o iPhone também?

RICKY: Eu faço fotos com o meu iPhone também, mas sempre respeitando os desejos da noiva. Se ela não quer ter suas fotos publicadas nas redes sociais, fico só na câmera profissional. Mas, hoje muitos casamentos têm hashtags, então eu faço também algumas fotos para postar na internet. E é muito legal, porque acaba sendo um aperitivo para os convidados, que querem ver tudo o que aconteceu, e também para a noiva, que pode conferir alguns registros logo no dia seguinte. Na verdade, temos uma história bem bacana sobre isso. Fomos fotografar um casamento em um sábado e acabamos ficando hospedados em um hotel. No domingo, acordamos tarde por causa da noite anterior, e quando a gente entrou no saguão, descobrimos que os noivos também ficaram hospedados lá. A noiva, antes de falar qualquer coisa, já disse: “Acabei de ver as fotos que você fez na minha hashtag! Agora quero ver as outras também!”.

E o que você acha dos convidados que fazem fotos com o celular durante o casamento? Isso atrapalha o trabalho do fotógrafo profissional? 

RICKY: Acho que a gente, como profissional, tem que conviver com isso. Temos que entender que hoje as pessoas, ao mesmo tempo que vivenciam aquele momento, querem registrá-lo e compartilhá-lo. É algo que faz parte da cultura atual e vai aumentar daqui para frente. Eu acredito que a gente não pode querer competir com o convidado, muito pelo contrário. Se, de repente, ele reuniu um grupo para bater uma selfie, a gente pode aproveitar e fazer uma foto profissional também. Não é uma competição. O convidado está lá vivendo aquele momento e também quer ter o registro dele para compartilhar no Facebook e no Instagram.

Quais as vantagens e desvantagens de fotografar casamentos de dia e de noite?

ANNA: A vantagem é a luz. Ela é determinante na foto. Sem ela, você não tem o registro de imagem. A luz do dia é dada para você pela natureza e você tem que usá-la da melhor forma. A da noite é construída – ou ela foi colocada por alguém, ou você tem que colocar. Às vezes, quando posso, peço para apagarem as luzes do ambiente porque eu quero construir a minha. Por exemplo, a luz da decoração é pensada para decoração, não para foto. Então, para conseguir um registro legal, a gente tem que trabalhar muito mais essa luz e muitas vezes criar a nossa.

RICKY: De noite, a gente precisa construir a luz com flashes e outros recursos, ter uma iluminação mais cuidada. De dia, a gente já tem a luz pronta. Ela pode ser muito favorável, como quando a gente tem aquela luz que entra bonita no ambiente. Mas pode ser desfavorável ao ar livre às duas da tarde, por exemplo. Precisamos saber trabalhar com a luz. Muitas noivas trazem referências de fotos no exterior, por exemplo, e lá a maioria dos casamentos são de dia. Aí eu falo: “Mas o seu casamento é durante a noite, o efeito fica diferente”. A gente tem que trabalhar com aquela luz e fazer o melhor que nós pudermos.

Vocês acham que realizar uma sessão de fotos com os noivos antes do casamento ajuda para deixá-los mais à vontade na frente das câmeras do grande dia?

ANNA: Sim. Aumenta a nossa intimidade com eles. Muitas vezes, a gente passa umas dicas de posicionamento que acabam sendo usadas não só para o casamento e para o ensaio, como para toda a vida. A gente divide com os noivos para ter um melhor resultado. Nós já sabemos o melhor resultado que podemos ter com aqueles noivos, e isso é ótimo. O principal é criar essa intimidade, essa relação de confiança muito grande. Quando isso acontece, eles ficam mais confortáveis e confiam muito mais na gente. É uma confiança que começou a ser construída antes do casamento, então a gente tem uma cumplicidade. Sem contar que é uma delícia para eles. É uma delícia eles poderem dedicar umas horas só para eles.

RICKY: Eu gosto muito dessa ideia, mas não são todos os noivos que fazem isso. Eu acho esse ensaio antes importante porque é um tempo que os noivos dedicam um ao outro, sabe? No meio dessa correria que é a nossa vida, todo mundo sempre trabalhando e correndo, não é sempre que eles conseguem dedicar um tempo para eles mesmos. Esse ensaio serve bastante para isso. E para o fotógrafo e os fotografados criarem mais intimidade, uma empatia. É importante porque cria uma confiança recíproca, dos noivos que sabem que nós estamos lá dando o máximo para registrar o momento deles, e dessa nossa integração com eles. E é aí que a mágica acontece. O nosso trabalho é de muita proximidade, então quando a gente consegue fazer um ensaio antes, o resultado fica diferente.

Tem alguma maneira de entregar o trabalho de vocês que faça jus ao trabalho de fotografia fineart

RICKY: Temos os nossos álbuns com fornecedores nacionais e internacionais, da Europa e dos Estados Unidos. Eles são todos feitos de forma artesanal. Procuramos usar papeis diferentes, coisas que farão a foto crescer nela mesma. Mas, levando pro lado da arte, uma coisa que estamos começando a fazer são ampliações em papeis fotográficos de algodão impressos com tintas minerais, que é o que se usa para fazer obras de arte mesmo. Muitos dos noivos não conhecem essa técnica, mas ficam maravilhados quando veem, porque não é uma coisa comum. Então as fotografias não ficam somente com aquele ar documental, ficam com um jeito mais fineart, para colocar num porta-retrato, para expor mesmo para os amigos.

Por fim, se vocês pudessem dar uma dica para as noivas, qual seria? 

ANNA: Que ela viva intensamente todos os momentos que estão disponíveis para ela de coração aberto, sem se preocupar com a forminha do docinho, ou com qualquer outro detalhe que não é mais importante naquela hora. Tudo vai estar perfeito aos olhos de todo mundo. Que ela se entregue, curta muito, porque passa muito rápido. O momento voa. Que ela aproveite tudo aquilo que ela planejou para aquele dia, que o resto a gente dá um jeito.

RICKY: Para ela aproveitar o momento dela e respirar, já que ele é único. Com relação ao profissional, minha dica é ela se entregar à ele, já que ela com certeza o escolheu porque foi quem ela mais gostou e se identificou. Essa entrega é muito importante.

Abaixo, alguns casamentos fotografados por Anna Quast Arruda e Ricky ArrudaFornecedoresANNA QUAST ARRUDA E RICKY ARRUDAFotografiaSão Paulo (Capital)Leia mais:

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